Portugal está a passar tempos difíceis. Não vamos esconder. É tempo de todos percebermos que todos temos que contribuir para solucionar esta situação. Nós fomos a votos há sensivelmente um ano e aí escolhemos as pessoas que nos representam para conduzirem os destinos do nosso país. Elegemos deputados (representantes do povo) desde a CDU (PCP e Verdes), Bloco, PS, PSD e CDS/PP. Não há maioria. Complica as coisas, mas foi o povo que decidiu que assim fosse. O PS decidiu formar Governo na mesma, logo deveria ter noção que tinha que chegar a acordo com os outros partidos para alcançar soluções. É a realidade. Vai precisar dos outros partidos. Decidiu chamar o PSD para negociar, algo que foi negado por opção de PAssos Coelho. Não pode desistir e deve partir para negociações com os outros partidos. São nestes tempos que se percebe quem tem à partida sentido de responsabilidade. SE se corta na despesa ou se aumentam impostos, cada um terá a sua opinião. Segundo o João Galamba, o PSD está agora a dizer que não aprova a subida de impostos, algo que estava implícito quando decidiram aprovar as medidas do PEC 2. "Se o aumento da receita fiscal acordada em Maio, e que entrou em vigor apenas em Julho, representa 0,6% do PIB, para atingir os 1,4% do PIB de 2011 são necessários 0,8% adicionais*. Ou seja, o PSD sempre soube que o próximo OE teria de incluir mais medidas do lado da receita, pelo que não pode vir agora fingir que está perante uma novidade que resulta de uma qualquer quebra de compromisso por parte do governo", é a ideia defendida pelo economista João Galamba.
O PSD e o CDS têm total razão quando defendem que também é necessário cortar na despesa. Somos um país com Estado a mais que gasta demasiado. Cortar nos apoios sociais? Na Educação? Na saúde? Não sei. É preciso que seja em algum lado. É preciso muita coragem, claro, os tempos exigem. E responsabilidade.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Cavaco e a crítica!
Em todas as actividades somos alvos de críticas. Há algumas pessoas que estão mais expostas que outras, consoante o cargo que ocupam. Poderia falar do meu caso, que ocupo um cargo público, estou mais vulnerável à crítica, uma vez que, foram as pessoas que me escolheram, logo elas têm o direito de me escrutinar até ao tutano. É um direito que lhes assiste e com o qual eu tenho que aprender a lidar.
Acho que falta muita vez humildade aos políticos, não gostam de assumir os seus erros. Faz parte, estamos num jogo onde ninguém perdoa e onde cada falha pode ser fatal.
Cavaco não. Cavaco é alguém impoluto, superior a qualquer crítica e acha que os "ataques" políticos que lhe são feitos não passam de má educação de quem lhe os dirige. O Presidente da República tem este dom, de ser superior a tudo e todos, logo não comenta as críticas que lhe dirigem porque não quer "parecer mal educado". Ele é o chefe máximo da República Portuguesa, mas tem que perceber não tá acima de qualquer crítica.
Humildade, precisa-se!
Acho que falta muita vez humildade aos políticos, não gostam de assumir os seus erros. Faz parte, estamos num jogo onde ninguém perdoa e onde cada falha pode ser fatal.
Cavaco não. Cavaco é alguém impoluto, superior a qualquer crítica e acha que os "ataques" políticos que lhe são feitos não passam de má educação de quem lhe os dirige. O Presidente da República tem este dom, de ser superior a tudo e todos, logo não comenta as críticas que lhe dirigem porque não quer "parecer mal educado". Ele é o chefe máximo da República Portuguesa, mas tem que perceber não tá acima de qualquer crítica.
Humildade, precisa-se!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Os Novos Ricos!
Emergem de famílias de classe média baixa, com escolaridade mínima, colam-se a pessoas importantes, a partidos políticos, conseguem empregos de classe média e transformam-se! Isto são os novos ricos, gente com pouca formação, arrogante, que teve a sorte de subir na vida. Até aqui não há mal algum. Acho bem as pessoas serem ambiciosas e quererem subir na vida, seja de que forma for.
Não suporto é a mudança que se passa dentro destas pessoas.
Transformam-se, passam de gente humilde a árvores de Natal ambulantes, gostam de pensar que se vestem bem, mas no fundo, não conseguem fazer crescer a sua fraca cultura. Gostam de criticar, falar da vida dos outros, esquecem-se de si e dos seus podres. Continuam apenas com o seu mundinho de gente da ralé de onde nunca sairam. Para esta gente, o que importa é o parecer e não o ser!
Hoje estou numa de azedo, é verdade, mas detesto gente que não tem nada na cabeça, mas que se acham gentinha importante. Gente miúda, esta laia!
Não suporto é a mudança que se passa dentro destas pessoas.
Transformam-se, passam de gente humilde a árvores de Natal ambulantes, gostam de pensar que se vestem bem, mas no fundo, não conseguem fazer crescer a sua fraca cultura. Gostam de criticar, falar da vida dos outros, esquecem-se de si e dos seus podres. Continuam apenas com o seu mundinho de gente da ralé de onde nunca sairam. Para esta gente, o que importa é o parecer e não o ser!
Hoje estou numa de azedo, é verdade, mas detesto gente que não tem nada na cabeça, mas que se acham gentinha importante. Gente miúda, esta laia!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O interior!

Gosto daquilo a que se chama o "Portugal profundo". O Portugal que não fica a 100 km da costa, o interior desertificado, sem oportunidades que foi abandonado pelos jovens em busca de um sonho concentrado no litoral ou fora de portas.
Também eu, apesar da facilidade de chegar aos grandes centros, vivo no interior, e gosto.
AS grandes lojas dos grandes centros comerciais não existem e as feiras de rua fazem as delícias de qualquer mulher, os idosos das micro aldeias não conhecem os hipermercados e são servidos por homens e mulheres que andam de aldeia em aldeia a distribuir a fruta, o peixe e o pão, entre dois dedos de conversa.
Gente simples que precisa de muito pouco, gente com a cara lavrada pelos anos, com batas de cozinha e boinas para proteger a cabeça do sol.
Têm a companhia da radiofonia e da televisão, sentam-se ao sol num banquinho da aldeia e relembram os tempos idos, as estórias que os enchem de orgulho.
Os poderes centrais não os conhecem, os poderes locais ignoram-nos, vivem isolados de um admirável mundo novo e isso chega-lhes e isso emociona-me. E eu sou feliz com eles, com as suas estórias, as suas expressões, os seus beijos e carinhos.
domingo, 5 de setembro de 2010
Rentrée!
Ontem, realizou-se em Matosinhos o comício da Rentrée política do Partido Socialista. Sócrates não surpreendeu. Manteve o seu alto nível de orador e abordou aquilo que se esperava, Orçamento, Revisão Constitucional, Crise Política. De todas estas matérias, aquelas em que há uma maior divergência entre o PS e o maior partido da oposição, o PSD, Sócrates colocou um maior ênfase na Revisão Constitucional, uma vez que, foi a partir daqui que o PS ganhou um novo fôlego, depois do desgaste de cinco anos de governação, em tempos difíceis e de grande austeridade.
O líder do PS sabe, que num país com um forte Estado Social, onde há uma forte protecção dos trabalhadores, querer acabar com isto é praticamente uma morte política. O PSD caiu a pique nas sondagens e logo mudou o discurso, ninguém se entende muito bem e ninguém sabe o que fazer com o projecto de revisão constitucional que foi elaborado por um monárquico.
Quem deixa aquilo em que acredita em troca de valores de uma sondagem, não tem carisma, é alguém que se preocupa unicamente na forma como alcançar o poder.
O PSD apresenta-se como um partido sem ideias e sem ideologia, onde os líderes continuam a ser marionetes de um robot localizado em Belém.
O PS continua a ser o único partido que garante estabilidade em Portugal, o único com um rumo e com uma orientação para o país. Neste momento de tempestade, como referiu Guilherme Pinto, "Sócrates é a pessoa certa para estar ao leme do navio".
O líder do PS sabe, que num país com um forte Estado Social, onde há uma forte protecção dos trabalhadores, querer acabar com isto é praticamente uma morte política. O PSD caiu a pique nas sondagens e logo mudou o discurso, ninguém se entende muito bem e ninguém sabe o que fazer com o projecto de revisão constitucional que foi elaborado por um monárquico.
Quem deixa aquilo em que acredita em troca de valores de uma sondagem, não tem carisma, é alguém que se preocupa unicamente na forma como alcançar o poder.
O PSD apresenta-se como um partido sem ideias e sem ideologia, onde os líderes continuam a ser marionetes de um robot localizado em Belém.
O PS continua a ser o único partido que garante estabilidade em Portugal, o único com um rumo e com uma orientação para o país. Neste momento de tempestade, como referiu Guilherme Pinto, "Sócrates é a pessoa certa para estar ao leme do navio".
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
O JULGAMENTO!
É amanhã que é conhecida a sentença do processo Casa Pia. Amanhã, Carlos Cruz, Hugo Marçal e Ferreira Diniz irão conhecer a sentença, de um processo que se arrasta há oito anos, embora já tenham sido condenados publicamente pela opinião pública e pelos meios de comunicação social.
As atenções estão viradas em Carlos Cruz, personagem mediática, o senhor televisão. Eu só espero, sinceramente, que Carlos Cruz, assim como os outros acusados, sejam mesmo culpados, para não estarem a passar tudo isto injustamente!
As atenções estão viradas em Carlos Cruz, personagem mediática, o senhor televisão. Eu só espero, sinceramente, que Carlos Cruz, assim como os outros acusados, sejam mesmo culpados, para não estarem a passar tudo isto injustamente!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A expulsão!
A decisão do governo francês de expulsar ciganos é algo que me choca, aliás, devia chocar a todos. É verdade que os cidadãos expulsos estão numa situação clandestina, mas quantos cidadãos vivem em frança, que não são ciganos e que também estão numa situação clandestina. Brasileiros, magrebinos, chineses. A questão é muito simples, racismo e xenofobia.
Como em portugal, não lidam bem com os ciganos. Não nos podemos esquecer que os ciganos que estão a ser expulsos de França, assim como os que vivem em portugal são descendentes de ciganos que se fixaram em nos séculos XVII e XVIII, o que me leva a pensar que os problemas de segurança que supostamente eles causam, são fruto de más políticas sociais, más políticas de integração.
Há ciganos maus? Há. Há pretos maus? Há. Mas também há caucasianos maus. Estamos a tomar o todo pela parte. Quantos ciganos não irão ser expulsos injustamente, que não causam danos, mas em vez de se apostar na integração, opta-se pelo caminho mais fácil, a expulsão. conseguem perceber a diferença entre a Esquerda e a Direita?
Como em portugal, não lidam bem com os ciganos. Não nos podemos esquecer que os ciganos que estão a ser expulsos de França, assim como os que vivem em portugal são descendentes de ciganos que se fixaram em nos séculos XVII e XVIII, o que me leva a pensar que os problemas de segurança que supostamente eles causam, são fruto de más políticas sociais, más políticas de integração.
Há ciganos maus? Há. Há pretos maus? Há. Mas também há caucasianos maus. Estamos a tomar o todo pela parte. Quantos ciganos não irão ser expulsos injustamente, que não causam danos, mas em vez de se apostar na integração, opta-se pelo caminho mais fácil, a expulsão. conseguem perceber a diferença entre a Esquerda e a Direita?
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A vantagem para a Esquerda de o PCP apresentar um candidato próprio!
já o disse várias vezes, em aulas, em reuniões políticas, em conversas privadas, nunca concordaram comigo. hoje, a Isabel Moreira veio de encontro à minha opinião.
muitos acham que a Esquerda deveria apresentar uma única candidatura, uma vez que, consideram que se tal não suceder, que a Esquerda sai enfraquecida. totalmente de desacordo.
raciocinem comigo. todos sabemos que o eleitorado do PCP é o mais fiel que existe e se os comunistas não apresentassem candidato próprio, muito provavelmente, a maioria dos comunistas não iriam sair de casa para votar, ou então votavam em branco, porque duvido que votassem em Manuel Alegre, candidato que avançou às presidenciais apoiado pelo Bloco de Esquerda.
com a candidatura de Francisco Lopes, uma coisa é óbvia, a vitória à primeira volta de Cavaco Silva fica mais longe, embora eu considere que ainda é bem fácil de se alcançar, porque os restantes candidatos não mobilizam ninguém.
espero que tenham percebido o raciocínio.
muitos acham que a Esquerda deveria apresentar uma única candidatura, uma vez que, consideram que se tal não suceder, que a Esquerda sai enfraquecida. totalmente de desacordo.
raciocinem comigo. todos sabemos que o eleitorado do PCP é o mais fiel que existe e se os comunistas não apresentassem candidato próprio, muito provavelmente, a maioria dos comunistas não iriam sair de casa para votar, ou então votavam em branco, porque duvido que votassem em Manuel Alegre, candidato que avançou às presidenciais apoiado pelo Bloco de Esquerda.
com a candidatura de Francisco Lopes, uma coisa é óbvia, a vitória à primeira volta de Cavaco Silva fica mais longe, embora eu considere que ainda é bem fácil de se alcançar, porque os restantes candidatos não mobilizam ninguém.
espero que tenham percebido o raciocínio.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O desemprego e a Revisão Constitucional do PSD
se há um grave problema em Portugal é o do desemprego, problema esse que resulta de vários factores, onde o factor político não é dos mais relevantes. não me venham com coisas e o problema é do sócrates ou do de outro qualquer líder, o desemprego não se resolve por decreto. não há passe de mágica que resulte. interessa neste momento o governo dinamizar a economia através do investimento público e apoiar as empresas e os empresários, incentivá-los a investir, dar-lhe condições. E agora vem o projecto de revisão constitucional do PSD. Liberalizar despedimentos. Sou um tipo convictamente de Esquerda, mas o ponto em que o PSD propõe que se acabe com a justa causa nos despedimentos, embora desagrade à maioria da Esquerda, eu não considero descabida. posso ser ingénuo, mas não me parece que vá aumentar o desemprego.
A minha ideia é a seguinte, uma pequena empresa tem cinco empregados, está com problemas de liquidez, está numa fase em que produz pouco e naquele momento necessitava apenas de três empregados até que as coisas melhorassem, mas os empregados são efectivos e se os despedisse teria que pagar altas indemnizações o que levaria na mesma a empresa à falência, logo se houvesse uma maior flexibilização nas leis laborais e se despedisse dois empregados a empresa aguentavasse e mantiam-se os outros três, desta maneira, acabam por ir os cinco para o desemprego. é um pequeno exemplo, mas que espero que elucide a minha opinião acerca desta matéria! agora a progressividade em matéria fiscal, as alterações em matéria de saúde e de educação são totalmente contra os meus valores de Esquerda!
A minha ideia é a seguinte, uma pequena empresa tem cinco empregados, está com problemas de liquidez, está numa fase em que produz pouco e naquele momento necessitava apenas de três empregados até que as coisas melhorassem, mas os empregados são efectivos e se os despedisse teria que pagar altas indemnizações o que levaria na mesma a empresa à falência, logo se houvesse uma maior flexibilização nas leis laborais e se despedisse dois empregados a empresa aguentavasse e mantiam-se os outros três, desta maneira, acabam por ir os cinco para o desemprego. é um pequeno exemplo, mas que espero que elucide a minha opinião acerca desta matéria! agora a progressividade em matéria fiscal, as alterações em matéria de saúde e de educação são totalmente contra os meus valores de Esquerda!
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