Durante algum tempo, dedicava um pouco da minha disponibilidade, cerca de uma hora diária, para ir ao centro de dia da minha terra, para estar com os idosos. Fazia-o, perdia esse tempo, mas tinha a minha vida normal, fazia tudo na mesma. Depois de uma ausência na minha terra por motivos profissionais, deixei de ir lá, desabituei-me, mas ponho-me a pensar e tipo, tanto tempo que gasto na Internet, tanto tempo a dormir, tanto tempo em cafés em conversas desnecessárias e porra, tão ali aquelas pessoas só à espera de um beijo e de um carinho. A mim não me custa nada e certamente que me voltarei a sentir uma pessoa útil.
Todos nós precisamos dos outros, mas há também tanta gente à tua espera para serem mais felizes.
terça-feira, 8 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Políticos a sério!
É assim que se vê quem são os grandes políticos. Aqueles que colocam os interesses dos outros à frente dos seus. Rui Tavares demonstra-o, como se pode ver aqui.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A dificuldade de lidar com o cancro!
Já várias vezes pensei escrever sobre este tema, mas provavelmente eu também não estarei preparado para lidar e falar sobre o cancro. É bem mais fácil escrever do que dizer a palavra Cancro. Não gosto de dizer que o meu irmão tem cancro. É uma palavra muito pesada, carregada de dor, de sofrimento, de morte. Mas não arranjo forma de a contornar, posso dizer que tem um tumor, um nódulo cancerígeno, whatever, a dor, o sofrimento continuam lá.
Escrevo este texto, porque ontem estavam a falar sobre o cancro num qualquer telejornal e os números, que apesar de serem bastante mais animadores do que há cinco ou 10 anos, continuam a preocupar e o meu pai, talvez acompanhado do álcool revoltou-se com aquela notícia, uma vez que, quando temos alguém com esta doença, custa pensar que ainda há gente que morre de cancro. Custa, mas temos de enfrentá-lo. E se o queremos enfrentar, temos que tratar os bois pelos nomes. Uma forma de ajudar a vencer o adversário é conhece-lo bem. E não podemos continuar a pensar que o cancro não existe, que é algo dos outros. Não é assim, e a Comunicação Social começa a dar os primeiros passos nesse sentido e deixa de dizer que X ou Y morreram devido a doença prolongada. a realidade é dura e pesada, mas não a podemos esconder.
Peço desculpa a quem este texto possa magoar!
Escrevo este texto, porque ontem estavam a falar sobre o cancro num qualquer telejornal e os números, que apesar de serem bastante mais animadores do que há cinco ou 10 anos, continuam a preocupar e o meu pai, talvez acompanhado do álcool revoltou-se com aquela notícia, uma vez que, quando temos alguém com esta doença, custa pensar que ainda há gente que morre de cancro. Custa, mas temos de enfrentá-lo. E se o queremos enfrentar, temos que tratar os bois pelos nomes. Uma forma de ajudar a vencer o adversário é conhece-lo bem. E não podemos continuar a pensar que o cancro não existe, que é algo dos outros. Não é assim, e a Comunicação Social começa a dar os primeiros passos nesse sentido e deixa de dizer que X ou Y morreram devido a doença prolongada. a realidade é dura e pesada, mas não a podemos esconder.
Peço desculpa a quem este texto possa magoar!
Alegremente votarei Nobre!
Como era esperado, embora não fosse desejado, o PS decidiu apoiar a candidatura presidencial de Manuel Alegre.
O candidato poeta que há cinco anos decidiu "afrontar" a candidatura socislista encabeçada pelo seu "amigo" Soares, que durante a anterior legislatura votou várias vezes contra a posição do partido pelo qual foi eleito e que ameaçou fundar um partido para fazer frente ao Partido de que agora se orgulha de ter fundado, conseguiu que sócrates lhe declarasse o seu apoio.
Sócrates seguiu o caminho mais fácil, não quis enfrentar a ala mais à Esquerda do PS e não se preocupou em analisar se eventualmente não haveria melhor opções dentro do seu partido. Lembro-me de repente de FErro Rodrigues e de Maria de Belém, que seriam certamente uns excelentes candidatos. Alegre vai enfrentar Cavaco e Fernando Nobre e acredito que isto levará a uma segunda volta, até porque Cavaco já não tem a popularidade de que dispunha há cinco anos. Casos como o das escutas e até a promulgação do casamento homossexual, levaram-no a perder popularidade nas suas hostes, mas Cavaco voltará a ser eleito, por falta de alternativas e alegre perceberá finalmente que não merecia aquele lugar, não fez nada para o perceber. Daqui a cinco anos voltaremos a ter eleições e aí, espero não estar enganado, a Esquerda só pode apresentar uma pessoa, António Guterres, e aí não me restam dúvidas em relação ao vencedor, venha quem vier.
O candidato poeta que há cinco anos decidiu "afrontar" a candidatura socislista encabeçada pelo seu "amigo" Soares, que durante a anterior legislatura votou várias vezes contra a posição do partido pelo qual foi eleito e que ameaçou fundar um partido para fazer frente ao Partido de que agora se orgulha de ter fundado, conseguiu que sócrates lhe declarasse o seu apoio.
Sócrates seguiu o caminho mais fácil, não quis enfrentar a ala mais à Esquerda do PS e não se preocupou em analisar se eventualmente não haveria melhor opções dentro do seu partido. Lembro-me de repente de FErro Rodrigues e de Maria de Belém, que seriam certamente uns excelentes candidatos. Alegre vai enfrentar Cavaco e Fernando Nobre e acredito que isto levará a uma segunda volta, até porque Cavaco já não tem a popularidade de que dispunha há cinco anos. Casos como o das escutas e até a promulgação do casamento homossexual, levaram-no a perder popularidade nas suas hostes, mas Cavaco voltará a ser eleito, por falta de alternativas e alegre perceberá finalmente que não merecia aquele lugar, não fez nada para o perceber. Daqui a cinco anos voltaremos a ter eleições e aí, espero não estar enganado, a Esquerda só pode apresentar uma pessoa, António Guterres, e aí não me restam dúvidas em relação ao vencedor, venha quem vier.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
RAP (1)
Um dos principais problemas das férias - não o menos grave - é que o nosso contacto com empregados de café tende a aumentar. Há mais tempo de permanência em esplanadas, e o convívio com aquele tipo de profissional pode causar danos irreversíveis na nossa auto-estima. Em primeiro lugar, faz falta um estudo sério que distinga os empregados de café quanto à sua ideologia.
Basicamente, há quatro grandes tipos de empregado de café.
Há o autoritário platónico, que grita para dentro da cozinha ordens como "Quero uma imperial!" ou "Quero uma tosta mista!" Aquele "quero" assusta pelo que tem de exigência ríspida, mas enternece pelo modo como toma para si os desejos do cliente. Na relaidade, somos nós que desejamos a tosta mista, mas este empregado é o nosso ponta de lança na cozinha. E está a dizer-nos que vai disputar a nossa tosta ao cozinheiro com o mesmo empenho que teria se fosse ele a desejá-la. Trata-se porém de um desejo platónico, porque o empregado sabe que, embora deseje a tosta mista com a mesma intensidade que o cliente, quem acaba por comê-la somos nós. Vejam como há mais drama nisto do que parece à primeira vista. Estou convencido de que , se Shakespeare fosse vivo hoje, todas as suas tragédias se passariam em snack-bares.
Há, também, o empregado pueril. É o que exclama "dá uma bifana" ou "dá molotov!" A doçura inocente da ordem é tal que não podemos deixar de pensar que se trata de uma versão abreviada de "dá uma bifana ao bebé" ou "dá molotov ao menino". E isso também enternece, evidentemente.
Há ainda o empregado voyeur. Este dirige-se ao pessoal da cozinha bradando "Olha o bitoque!" ou "olha a meia de leite". É no fundo um homem que contempla. Pousa o olhar sobre um prato de tremoços como alberto caeiro pousava sobre os rios e sobre as flores - só que com mais poesia.
E há, finalmente, o empregado escapista. É aquele que transforma os nossos pedidos em ordens do tipo "Sai uma sandes de carne assada!" Este empregado está interessado apenas na saída do nosso pedido, para que ele se presentifique o mais rapidamente possível à nossa frente.
Perante isto, é inevitável que o cliente sinta que não merece ser servido por empregados que denotam este nível de abnegação. Mas não é só na dedicação à causa que nos sentimos inferiorizados perante estes profissionais. Há toda uma superioridade linguística que também achincalha. Na maior parte dos casos, os empregados de café corrigem subtilmente o fraseado dos nossos pedidos.
Eu: Quero um café?
Ele: Deseja uma bica?
Repare-se que, na minha frase, nem uma palavra se aproveita. É impossível não sentir embaraço por termos dito que queríamos um café, quando, na verdade, o que se passa é que desejamos uma bica. Ou o Verão acaba depressa ou vou precisar de terapia.
Basicamente, há quatro grandes tipos de empregado de café.
Há o autoritário platónico, que grita para dentro da cozinha ordens como "Quero uma imperial!" ou "Quero uma tosta mista!" Aquele "quero" assusta pelo que tem de exigência ríspida, mas enternece pelo modo como toma para si os desejos do cliente. Na relaidade, somos nós que desejamos a tosta mista, mas este empregado é o nosso ponta de lança na cozinha. E está a dizer-nos que vai disputar a nossa tosta ao cozinheiro com o mesmo empenho que teria se fosse ele a desejá-la. Trata-se porém de um desejo platónico, porque o empregado sabe que, embora deseje a tosta mista com a mesma intensidade que o cliente, quem acaba por comê-la somos nós. Vejam como há mais drama nisto do que parece à primeira vista. Estou convencido de que , se Shakespeare fosse vivo hoje, todas as suas tragédias se passariam em snack-bares.
Há, também, o empregado pueril. É o que exclama "dá uma bifana" ou "dá molotov!" A doçura inocente da ordem é tal que não podemos deixar de pensar que se trata de uma versão abreviada de "dá uma bifana ao bebé" ou "dá molotov ao menino". E isso também enternece, evidentemente.
Há ainda o empregado voyeur. Este dirige-se ao pessoal da cozinha bradando "Olha o bitoque!" ou "olha a meia de leite". É no fundo um homem que contempla. Pousa o olhar sobre um prato de tremoços como alberto caeiro pousava sobre os rios e sobre as flores - só que com mais poesia.
E há, finalmente, o empregado escapista. É aquele que transforma os nossos pedidos em ordens do tipo "Sai uma sandes de carne assada!" Este empregado está interessado apenas na saída do nosso pedido, para que ele se presentifique o mais rapidamente possível à nossa frente.
Perante isto, é inevitável que o cliente sinta que não merece ser servido por empregados que denotam este nível de abnegação. Mas não é só na dedicação à causa que nos sentimos inferiorizados perante estes profissionais. Há toda uma superioridade linguística que também achincalha. Na maior parte dos casos, os empregados de café corrigem subtilmente o fraseado dos nossos pedidos.
Eu: Quero um café?
Ele: Deseja uma bica?
Repare-se que, na minha frase, nem uma palavra se aproveita. É impossível não sentir embaraço por termos dito que queríamos um café, quando, na verdade, o que se passa é que desejamos uma bica. Ou o Verão acaba depressa ou vou precisar de terapia.
RAP
Quando me deito, antes de dormir, sempre, mas mesmo sempre, tenho que ler uma crónica do Ricardo Araújo Pereira, que são publicadas na revista Visão, e que estão compiladas em dois livros, As Crónicas da Boca do Inferno. São fantásticas, simplesmente fantásticas.
Da mesma forma que gosto de dar aos meus amigos o livro "O Principezinho", do mesmo modo que coloco no Facebook imensas músicas do Jorge Palma, ou que aconselho os meus amigos a ver o Beleza Americana ou o I Am Sam, pelo simples facto de querer que as pessoas de que gosto conheçam o que me ajudou a crescer, a evoluir, para que cresçam também, deste modo, quero começar a partilhar algo que me deixa extremamente feliz, as Crónicas da Boca do Inferno.
Da mesma forma que gosto de dar aos meus amigos o livro "O Principezinho", do mesmo modo que coloco no Facebook imensas músicas do Jorge Palma, ou que aconselho os meus amigos a ver o Beleza Americana ou o I Am Sam, pelo simples facto de querer que as pessoas de que gosto conheçam o que me ajudou a crescer, a evoluir, para que cresçam também, deste modo, quero começar a partilhar algo que me deixa extremamente feliz, as Crónicas da Boca do Inferno.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Texto que gostaria de ter escrito (8)
O texto de Rui Herbon, publicado no Jugular, mostra como a maioria das vezes fazemos juízos levianos sobre o Rendimento Social de Inserção. É claro, que como ele refere, há fraude, mas provavelmente a questão não é tão grave quanto nós a pintamos.
"Parece que afinal só 23% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) são empregáveis. O resto desses chulos, calaceiros e outras coisas que tais – na interpretação adjectiva das medidas que PSD e CDS-PP sobre eles pretendem fazer recair –, são velhos, crianças, pessoas com handicaps. Além disso, cada beneficiário recebe em média 89 euros por mês, e em 31% dos casos o RSI é um complemento a ordenados muito baixos para o agregado familiar. Madraços, pois.
É evidente que há casos de fraude. Como os há nas baixas médicas, mas ainda não vi ninguém propor a sua extinção nem lançar um estigma sobre todos os trabalhadores impedidos de exercer a sua actividade por motivo de doença. E há uma fraude muito maior: a fuga aos impostos, que nos países ditos civilizados se situa em cerca de 10% do PIB e que em Portugal andará pelos 20. Estranhamente não vejo Passos Coelho e Paulo Portas empenhados no combate dessa, sim, fraude de proporções gigantescas, em muitos casos praticada por quem mais tem. E por isso essa sua cruzada conjunta contra a prestação social que protege os mais pobres e fracos, que não tira muitos dos nossos concidadãos da pobreza mas que ainda assim os livra da miséria, é um verdadeiro nojo."
"Parece que afinal só 23% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) são empregáveis. O resto desses chulos, calaceiros e outras coisas que tais – na interpretação adjectiva das medidas que PSD e CDS-PP sobre eles pretendem fazer recair –, são velhos, crianças, pessoas com handicaps. Além disso, cada beneficiário recebe em média 89 euros por mês, e em 31% dos casos o RSI é um complemento a ordenados muito baixos para o agregado familiar. Madraços, pois.
É evidente que há casos de fraude. Como os há nas baixas médicas, mas ainda não vi ninguém propor a sua extinção nem lançar um estigma sobre todos os trabalhadores impedidos de exercer a sua actividade por motivo de doença. E há uma fraude muito maior: a fuga aos impostos, que nos países ditos civilizados se situa em cerca de 10% do PIB e que em Portugal andará pelos 20. Estranhamente não vejo Passos Coelho e Paulo Portas empenhados no combate dessa, sim, fraude de proporções gigantescas, em muitos casos praticada por quem mais tem. E por isso essa sua cruzada conjunta contra a prestação social que protege os mais pobres e fracos, que não tira muitos dos nossos concidadãos da pobreza mas que ainda assim os livra da miséria, é um verdadeiro nojo."
domingo, 23 de maio de 2010
Ó Gente da Minha Terra (6)
Quando decidi criar esta "rúbrica", era com o objectivo de falar sobre pessoas da minha terra. Neste caso vai ser um pouco diferente, vou falar de alguém que é descendente de uma família da minha Freguesia, não da minha terra, mas sim do Casal.
Falo com ele há cerca de um ano, embora o conheça desde os tempos da antiga Escola Preparatória, até porque a sua figura é incontornável. São cerca de 125 kg distribuídos por quase dois metros. Muitas pessoas já saberão que estou a falar do Ricardo Murteira, outros não fazem ideia de quem é o Ricardo, mas é também por isso que eu decidi escrever este texto. O Murteira é amigo do meu irmão, e foi a partir dele que comecei a ter um contacto mais próximo com ele.
Falar do Murteira é falar sobretudo de amizade, de entrega, de dedicação. Falar do Murteira é falar de pureza de sentimentos, de sinceridade, de união e de humildade.
Falar com o ricardo é entrar numa aula de filosofia ou de moral. Aprendemos muito. Apesar de não ter um curso superior, a escola da vida já lhe ensinou bastante e é o nosso professor. Frases como "os amigos são o melhor do Mundo", "temos é que aproveitar a vida" são recorrentes nas suas conversas. Quer é paz, união.. Ser amigo do ricardo é sentirmo-nos protegidos, tanto fisicamente, pelo seu tamanho, como psicologicamente, é ter uma boa frase, é ter um abraço, é ter um apoio..
Obrigado ricardo!
P.S. das pessoas a quem dediquei esta rúbrica, és dos poucos que consegue ler isto, por isso, espero que não te importes!
Falo com ele há cerca de um ano, embora o conheça desde os tempos da antiga Escola Preparatória, até porque a sua figura é incontornável. São cerca de 125 kg distribuídos por quase dois metros. Muitas pessoas já saberão que estou a falar do Ricardo Murteira, outros não fazem ideia de quem é o Ricardo, mas é também por isso que eu decidi escrever este texto. O Murteira é amigo do meu irmão, e foi a partir dele que comecei a ter um contacto mais próximo com ele.
Falar do Murteira é falar sobretudo de amizade, de entrega, de dedicação. Falar do Murteira é falar de pureza de sentimentos, de sinceridade, de união e de humildade.
Falar com o ricardo é entrar numa aula de filosofia ou de moral. Aprendemos muito. Apesar de não ter um curso superior, a escola da vida já lhe ensinou bastante e é o nosso professor. Frases como "os amigos são o melhor do Mundo", "temos é que aproveitar a vida" são recorrentes nas suas conversas. Quer é paz, união.. Ser amigo do ricardo é sentirmo-nos protegidos, tanto fisicamente, pelo seu tamanho, como psicologicamente, é ter uma boa frase, é ter um abraço, é ter um apoio..
Obrigado ricardo!
P.S. das pessoas a quem dediquei esta rúbrica, és dos poucos que consegue ler isto, por isso, espero que não te importes!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Texto que gostaria de ter escrito (7)
Fui roubar este texto, que é da autoria do Rogério da Costa Pereira, ao blog Jugular. Não sei se o fim das raças perigosas será a solução, mas que é necessário tomar medidas, disso não tenho dúvidas.
«Um cão de raça rottweiler atacou, ontem, quinta-feira, em Serzedelo, Guimarães, uma menina de um ano, a avó, de 58, e uma tia, de 48, provocando graves lesões à criança, na cabeça e face, e ferimentos ligeiros às duas adultas. O cão é propriedade do pai da criança.» (JN).
Levar à extinção a merda das maquinas de morte, que aquilo não são cães, seria uma boa ideia. E não me venham com a história de que os bichos são mansos, que são o reflexo dos donos. Isso é coisa que me interessa pouco. Temos um problema - grave - e há que acabar com ele.
«Um cão de raça rottweiler atacou, ontem, quinta-feira, em Serzedelo, Guimarães, uma menina de um ano, a avó, de 58, e uma tia, de 48, provocando graves lesões à criança, na cabeça e face, e ferimentos ligeiros às duas adultas. O cão é propriedade do pai da criança.» (JN).
Levar à extinção a merda das maquinas de morte, que aquilo não são cães, seria uma boa ideia. E não me venham com a história de que os bichos são mansos, que são o reflexo dos donos. Isso é coisa que me interessa pouco. Temos um problema - grave - e há que acabar com ele.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Romance com quatro linhas!
As medidas justas onde meter o mundo são os 16X24 cm de um livro. O invólucro seguinte capaz de tanto tem 110X75 m, o tamanho de um campo de futebol. Um ganês emigrou para a Alemanha, casou-se com uma berlinense e teve dois filhos: Keving-Prince e Jérôme Boateng. O avô materno dos miúdos Boateng foi Helmut Rahn, o do golo da vitória alemã (3-2), na final do Mundial de 1954 contra a melhor equipa de sempre, a húngara, de Puskas. Um filme, O Casamento de Maria Braun, de Fassbinder, chama a esse golo o renascer da Alemanha. Os Boateng foram para o futebol, claro. Em 2006, Keving-Prince foi considerado como o melhor jogador jovem da Alemanha. Era médio, e o lugar do capitão Ballack estava-lhe reservado. Mas foi Jérôme que chegou à selecção alemã (vai ao Mundial). Keving-Prince, achando-se tapado por Ballack, preferiu ser ganês e também vai ao Mundial pelo país africano. No sábado, na final da Taça de Inglaterra, Keving- -Prince e Ballack encontraram-se como adversários. O ganês partiu o joelho de Ballack e acabou-lhe com a carreira internacional. Os alemães dizem que foi intencional. O seleccionador teve de salvar Jérôme dos salpicos: "Este Boateng é dos nossos!" Gana e Alemanha estão no mesmo grupo do Mundial. Os dois irmãos Boateng vão defrontar-se, com o fantasma de um joelho, pairando.
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